06 agosto 2014

Divergente - Veronica Roth



Livro: Divergente  
Autor: Veronica Roth  
Série: Divergente #1  
Editora: Rocco
Páginas: 504  
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.


Vamos à história...

Depois de uma terrível guerra poucas cidades conseguiram se estabelecer, Chicago foi uma delas. E seus habitantes foram distribuídos em 5 facções: Audácia, responsável pela segurança da cidade; Amizade, responsável pela colheita e plantio; Franqueza, que valorizava a honestidade; e Abnegação, que por ser uma facção de pessoas altruístas se tornou responsável pelo governo.
“Décadas atrás nossos ancestrais compreenderam que isso não é uma ideologia política, crença religiosa, raça ou nacionalismo que culpa um mundo beligerante. Na verdade, eles determinaram que isso era culpa da personalidade humana—da inclinação da humanidade para o mal, seja qual forma for. Eles dividiram em facções que pretendiam erradicar essas qualidades que eles acreditavam serem responsáveis pela desorganização do mundo.”

Nossa protagonista, Beatrice Prior – Tris nasceu na Abnegação.
Como nascer numa facção não significa necessariamente que você pertença à ela quando se faz 16 anos os jovens fazem um teste de aptidão, que de acordo com a sua personalidade e modo de pensar irá te dizer a que facção você pertence.
Durante o teste de Tris algo dá errado e seu teste é inconclusível, pois de acordo com suas habilidades ela pertence não só a uma, mas a 3 facções: Abnegação, Audácia e Erudição.
Por conta do resultado de seu teste, Tori, a responsável pelo teste de Tris, diz que ela é uma Divergente e que jamais deve contar isso a ninguém.
Mesmo que o resultado do teste dê uma facção você pode escolher por outra no dia da seleção, e é essa dúvida se deve ou não mudar de facção que atormenta Tris, pois afinal de contas, ela nunca se sentiu um membro da Abnegação e sempre teve muita admiração pelas pessoas da Audácia e de seu jeito livre de se viver.
No dia da escolha Tris faz o que seu coração pede e escolhe a Audácia, o que significa que jamais verá seus pais de novo.
Mas um plano terrível envolvendo as facções Erudição e Audácia está em andamento e Tris precisa descobrir o que está acontecendo antes que algum ruim aconteça a sua família. Pois apesar de tudo, para ela o sangue ainda vem antes da facção.

Minhas considerações...

  O que falar dessa saga que mal conheço e já considero pacas?...LOL
Um dos pontos que eu mais gostei  em Divergente foi ela tratar de um assunto como a aceitação de quem nós somos e os nosso lugar no mundo. Como às vezes não nós sentimos parte de um grupo, ou achamos que pertencemos a vários e não a somente um grupo.
As facções são exemplos de que pessoas com mesmo modo de pensar e agir seriam melhores se vivessem juntas, mas se vivessem com  pessoas diferentes não aprenderiam a tolerar a convivência com outros e até a desenvolver outro modo de pensar que não fosse parecido com o seu?
Como a narração é em 1ª pessoa cai naquela velha historia: é legal conhecer o pensamento e anseios da protagonista, mas de vez em quando enche o saco de “ficar só na mente dela” e você quer conhecer os outros personagens melhor. E ai o que a autora faz? Lança aquelas historias que são contadas sobre o ponto de vista de outros personagens. Mas o bom é que a escrita da Verônica Roth é muito boa e objetiva.
Sem spoilers, mas antes de vocês começarem a ler Divergente eu quero que tenham uma coisa em mente: toda distopia sempre tem uma revolução e, conseqüentemente, um rebelde que a incita quase sem querer querendo.
Eu gostei muito do livro e estou ansiosa para ler a continuação, mas vou criar uma polemica aqui...Em matéria de distopias juvenis eu prefiro Jogos Vorazes...e por sinal JV e Divergente sofrem muitas comparações, mas o pessoal do IG listou 10 diferenças entre as sagas.

Sobre o filme...Eu não sou uma “xiita das adaptações” e por isso entendo muito bem que a dinâmica do livro muitas vezes pode não funcionar no filme, e contando que não seja uma meleca máster como foi a adaptação de 16 Luas, tá valendo xD
E também por isso eu nem me choquei ao perceber que colocaram o casalzinho de A Culpa é das Estrelas como irmãos.
O filme é mais corrido em relação aos acontecimentos e mais superficial em relação aos sentimentos da Tris, pois lendo o livro sabemos que não é tão fácil para ela pular de um prédio, fazer uma tatuagem ou começar a usar rímel.
A interpretação da Shailene Woodley convence, mas na minha opinião poderia ser melhor. Ela não demonstra muito o sentimento de confusão ou inquietação da personagem e só fica dando uns sorrizinhos meio xoxos.

  
Citações favoritas...
A Razão humana pode desculpar qualquer mal; é por isso que é tão importante que nós não confiemos nela.
Ele disse que os pobres não precisavam de policiamento; eles precisavam de ajuda, e nós podíamos dar isso a eles.
Nós acreditamos em atos ordinários de bravura, em coragem que leva uma pessoa a defender outra.
Vocês nos escolheram,” ele fala. “Agora, nós escolhemos vocês.

Trailer


Para ler ouvindo...
Beating Heart- Ellie Goulding ♫


Avaliação

2 comentários:

Cíntia Arruda disse...

Curti a resenha!

EvyBL disse...

Thanks! \o/

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